Tolstoi elucida com perfeição que o militarismo, a submissão
da Igreja ao poder dos homens e do Estado não estão de acordo com o que Jesus
pregou há tanto tempo atrás.
Nada do que ele informa está errado, é imaginativo ou
subjetivo. Pelo contrário, é real e nós vemos tudo o que ele diz até hoje. O
que ele viu, nós continuamos vendo. Chega a doer.
A única coisa que não vemos mais é um pobre coitado, lutando
apenas pelo seu alimento e por suas terras, ser chicoteado pelos homens do
Estado através dos militares. É triste. Mas, todo o resto ainda continuamos
vendo.
Eu não sei como anda aos sacerdotes da Igreja ou de qualquer
religião que seja a respeito do serviço militar e de como isso contradiz as
leis de Deus. Acredito que eles deixaram de se manifestar e tomaram seu próprio
lado sobre isso.
Eu apenas sei que as coisas se repetem e tudo que aconteceu
de ruim, ainda acontece. Toda a exploração e a vilania do poder.
Eu desejaria do fundo de minha alma, bem como Tolstoi
desejou também, que a cena do conto A nova roupa do imperador se repetisse
entre nós e os hipnotizados, acordassem do transe e voltassem para a realidade.
E que os hipnotistas não tivessem mais a quem hipnotizar.
"Vejam! O imperador está nu!"
"Vejam! Eles estão nos oprimindo e nos
explorando!"
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