19 de março de 2015

Resenha: O natal de Poirot

Esse livro é o primeiro livro de suspense/policial que li. Procurei muitas resenhas sobre ele e todas eram satisfatórias e com pouca ou quase nada de reclamações.

Como é um suspense/policial de época, escrita por alguém de época, tudo é muito enredado nos costumes e nas convenções. Agatha Christie faz muito a gente perceber como os detetives e as pessoas se comportam frente a educação, modos e maneiras de falar, se expressar e se vestir. Tudo é muito formal.

Em contrapartida, a forma como ela narra a história me fez perceber como chega a ser pouco engenhoso e muito mais cândido. Dá para perceber que o mistério não é muito rebuscado ou cheio de controvérsias. Ele é um simples mistério, se é que me entende.

O que me incomodou durante a leitura, a escritora me levar a crer que podia ser alguém próximo, quando no final, é outra pessoa que se tem 5 ou 6 falas durante o livro inteiro é muito.
Penso eu que esse tipo de mistério e narrativa, ela deve fazer em todos os seus outros livros, então fiquei muito na dúvida de comprar ou não outro livro dela. Acabei perguntando para o meu namorado e ele me confirmou que é assim mesmo: ela norteia determinados personagens durante a narrativa levando a crer que é um deles e, no final, não é nenhum deles; na verdade, é um personagem que nem se levanta suspeita.

Não posso dizer que Agatha escreve mal ou que a história é enfadonha. Ela escreve bem e suas histórias são bem escritas. Não posso também culpá-la pela ingenuidade da época, dado que hoje temos suspenses muito mais elaborados e enredados. Cada época em seu devido tempo. Se Agatha vivesse hoje e escrevesse romances assim, dai poderia julgá-la muito ingênua, mas, na época em que viveu, Agatha está muito bem enquadrada e desenvolvida.


Ela é uma ótima escritora. =)

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