23 de março de 2015

Resenha: A menina que navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez)

Setembro é a criança mais corajosa que eu já pude conhecer. Acho que ela não deveria se chamar Setembro e sim, Valente. Ou até poderia ser Setembro, mas, Setembro Valente.

O livro é repleto de aventuras e seres fantásticos, o que só acrescenta entusiasmo para a história. Ela fica cada vez mais empolgante ao passo que os capítulos vão construindo todo o Universo do livro. Não há um só capítulo parado.

Eu fiquei deslumbrada com tamanha desenvoltura e criatividade de Catherynne. Ela sabe bem como impressionar um leitor.

A curiosidade e o coração quente de Setembro é o que a leva conhecer tão bem o Reino Encantado. Ela poderia, simplesmente, ter sido uma criança que chega aquele mundo animada para conhecer tantas coisas novas, mas na primeira aparição de um dragão alado, ter saído correndo, chorando, gritando aos pais à noite que teve um terrível pesadelo. Como ela poderia ter ido perguntar qual era o nome daquele ser com uma corrente em volta das asas que não o permitia voar.
Ela escolheu perguntar.

Trata-se de uma história só infanto? Acho que não, trata-se de infanto-juvenil-adulto.

Certamente o mesmo público que se admira com Alice no país das Maravilhas, vai gostar de A Menina que Navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez).
Temos, nesse livro, uma história de aventura rica em cenários e personagens notáveis, digna de um belo filme. Diferente das animações que temos hoje, onde existe um enredo simples, sem muita desenvoltura com personagens bonitinhos que viram pelúcias em questão de dias. Mas, sem muita originalidade e roteiro.

A Menina que Navegou ao Reino Encantado é fascinante em enredo, criação, evolução e término.


Amei esse livro, fiquei encantada!

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