No começo me simpatizei muito com Cleveland, por ser
sozinho, cuidar da causa animal e sair numa noite de inverno atrás de um gato
difícil de ser pego.
Mas, com o passar da leitura notei que ele é ligeiramente convencido
e incrivelmente temperamental, ou com um gênio de se dar trabalho - talvez,
seja por isso que estivesse divorciado.
Esse foi o primeiro livro que li que trata de um dono com
uma personalidade tão singular, geralmente eles são simpáticos ou
despreocupados até encontrar alguém (um gato/cachorro) que precisam se
responsabilizar. Cleveland, não.
Não digo que ele é um monstro e trata mal Polar Bear, mas
digo que, se eu fosse uma gata, não gostaria de tê-lo como dono.
Ele narra também o sofrimento que os gatos passaram ao longo
do século, afinal, ele é um ativista na causa animal. Logo, ele não pode deixar
de transmitir para o leitor o horror e o drama que muitos bichinhos já passaram
e passam por ai.
Eu fiquei chocada.
Polar Bear pode ganhar nesse livro o Oscar de melhor
personagem-biografia coadjuvante.
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