19 de março de 2015

Resenha: O gato que veio para o Natal

No começo me simpatizei muito com Cleveland, por ser sozinho, cuidar da causa animal e sair numa noite de inverno atrás de um gato difícil de ser pego.
Mas, com o passar da leitura notei que ele é ligeiramente convencido e incrivelmente temperamental, ou com um gênio de se dar trabalho - talvez, seja por isso que estivesse divorciado.
Esse foi o primeiro livro que li que trata de um dono com uma personalidade tão singular, geralmente eles são simpáticos ou despreocupados até encontrar alguém (um gato/cachorro) que precisam se responsabilizar. Cleveland, não.
Não digo que ele é um monstro e trata mal Polar Bear, mas digo que, se eu fosse uma gata, não gostaria de tê-lo como dono.
Ele narra também o sofrimento que os gatos passaram ao longo do século, afinal, ele é um ativista na causa animal. Logo, ele não pode deixar de transmitir para o leitor o horror e o drama que muitos bichinhos já passaram e passam por ai.
Eu fiquei chocada.


Polar Bear pode ganhar nesse livro o Oscar de melhor personagem-biografia coadjuvante.

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