30 de março de 2015

Resenha: Casa de pensão

Casa de pensão me lembra, como lembra a todos, O cortiço - só que num nível melhor, pessoas de classe média com algum tipo de educação. Abordando de modo Naturalista/Realista as relações entre eles e Amâncio, um jovem rico vindo do Maranhão com muita curiosidade sobre a corte do Rio de Janeiro. A ideia de sua vinda para a cidade, dava-se para a sua formação de estudos e um belo título, pelo qual gostaria de gozar.

Mas, no fundo, nenhuma das disciplinas oferecidas na época lhe surtiam interesse. Amâncio não se achava apto para nenhuma delas, porém, não gostaria de ficar sem o título que lhe soava muito digno e interessante.

Durante o decorrer dos fatos, a história mostra que Amâncio era um jovem que gostaria de desfrutar dos prazeres da Corte, das belezas das mulheres e de tudo que seu dinheiro pudesse alcançar. Mas, pobre! Não tinha amigos nem contatos que lhe instruíssem no meio.

Acabou por ficar na casa de um senhor que, na sua postura de senhor, tinha os costumes tradicionais, fechados e cheio de cerimônias, o que não favorecia a curiosidade de Amâncio sobre a cidade.

E, como era um menino ingênuo, deixava-se levar por amizades sem nenhuma credibilidade e não percebia que eram apenas aproveitadores que viam nele um pote de ouro que não podia ser perdido.

Apesar de Amâncio ser um jovem no ápice de sua puberdade ainda e não saber usar muito bem a razão, voltando-se apenas para seus desejos carnais, eu senti dó dele. Pois, era um menino ingênuo, sem muita malícia e esperteza. Sabia se livrar de algumas jogatinas, mas de um todo não percebia o furacão que se formava bem frente aos seus olhos.
Ele acabou sofrendo, pois não tinha instrução nem bons amigos que lhe ajudassem.
Há certas passagens que eu não entendi muito bem a "ajuda" de seus amigos quando eles lhe abriam os olhos, o que me ficou confuso. Mas, num todo, pode se ver que ele foi uma vítima de suas próprias fragilidades e da sociedade da época.


Gosto muito de Aluísio por isso, ele descreve as histórias de modo que conhecemos seus verdadeiros interesses e naturezas. Parece sempre narrar histórias de pessoas ruins da sociedade e como seus atos prejudicam suas relações e seu meio. Além disso, podemos conceber num todo o que se passa no íntimo de cada um, em virtude da história ser narrada em terceira pessoa com Aluísio tornando-se onisciente dos personagens principais.

Recomendo a todos que gostam de Realismo/Naturalismo.

27 de março de 2015

Resenha: A culpa é das estrelas

"Hazel Grace", é sempre a primeira coisa que me vem na cabeça quando o assunto é o livro/filme A culpa é das estrelas. Pois, é assim que Augustus sempre se dirige a ela.
      "Hazel Grace" - chega a criar sonoridade a voz dele na minha cabeça, mesmo antes do filme. Parecia que eu o ouvia dizer, era engraçado.

      A história desse livro tem como personagem principal a Hazel que, por obrigação dada pela mãe, vai a um grupo de ajuda as pessoas com câncer. Esse grupo se situa numa salinha dentro da Igreja e o orientador é um cara que já passou pela doença e conseguiu se curar - ou, pelo menos, ela não voltou mais. 
       Em uma das vezes que ela vai ao grupo (ainda obrigada) acaba conhecendo o Augustus e, a partir daí, a história se desenvolve e acontece.
       Não vou citar mais detalhes da história, porque senão vira spoiler - detesto isso.

       Prefiro falar do que achei.
       Ao passo que fui lendo a história de Hazel, fui criando uma consciência do mundo/da vida que até então não tinha parado para pensar. Parece um banho de água fria que eu tomei sem esperar.
       Hazel passa um perrengue com o pulmão de "araque" dela e a adolescência dela não passa nem perto de ser uma adolescência legal e divertida, cheia de histórias para contar e dar risada com os amigos. Por muitas vezes,  a duração de vida dela foi dado como curta (meses) e a esperança que ela e a família dela tinham, era baseado num milagre dos céus.
      Adolescência isso? Sem chances. E, se eu não estou enganada, nem para a escola, Hazel vai mais.
      Até ela conhecer o Augustus, a sua vida parecia apenas mais uma dentro de da estatística levantada pelo Governo sobre a expectativa de vida de alguém com câncer e, dentro dessa estatística, quais são os problemas que a pessoa passa e como é difícil a convivência em sociedade, ir em algum lugar ou se relacionar com alguém. 
     Afinal, ou a pessoa sente dó da Hazel (digo ela, como um todo), ou sente a vontade de ajudá-la como se fosse feita de cristal, ou - se for um menino - perde o interesse de se relacionar, pois quanto tempo ela terá de vida? Qual o trabalho que se tem por namorar alguém assim...que precisa andar com um oxigênio num carrinho para cima e para baixo, sofrendo vez e outra com falta de ar e podendo fazer pouco esforço para tudo?
     Quando pensei em tudo isso, foi um tremendo banho de água fria, literalmente. Cheguei na conclusão de que não importa o quanto eu reclame de meus problemas fúteis como meu cabelo não está tão liso quanto gostaria, como fiquei brava de não ter ido a uma festa que estavam todos os meus amigos, por que não tenho olhos claros ou sou mais alta.
     Nada vezes nada de meus problemas se comparam ao de Hazel, não deveriam nem ser levantados como reclamação ou motivo de mal humor para o meu dia. Definitivamente não.
     Quando Augustus entrou na vida de Hazel e o romance acontece gradualmente, eu percebi que a adolescência dela melhoraria e ela teria histórias para contar e alguém muito incrível para compartilhar - sem contar quão bonito ele me parece ser e como o amor dele por ela pode colorir uma história que era preto e branco, da noite para o dia.
      Eu me senti realizada pela Grace.
     
      Augustus se torna um personagem chave, com um perfil que sensibiliza quem lê, emociona outros e cria muita expectativa em todos. 
      Ele é um garoto que se diverte como qualquer adolescente da idade dele, mas tem consciência do valor da vida e do presente, do sentimento e das pessoas. Algo muito difícil para um adolescente e ele é a exceção. 
      Em nenhum momento, ele reduz a Grace a alguém fadada para um futuro certo ou se mortifica pelo mundo ser como é e provocar tais agressões em pessoas que não merecem esses danos, de viverem na linha de tiro. Sua visão vai além desse ciclo vicioso que algumas pessoas se apegam tanto. Ele traz um novo sentido para a vida dela.
      Sempre com aquela entonação de "Hazel Grace", ele me conquistou e acabei torcendo mais pela história dos dois. Bem mais. Quase montei uma torcida organizada. rs
     O romance dele cai bem num verso da música de Lucas Lucco - Mozão: 
   "...vamos fazer assim, eu cuido de você
    você cuida de mim.
    Não desisto de você e nem você de mim,
    vamos fazer assim."

     Porém, não chorei como muitas pessoas que eu leram e derramaram baldes de lágrimas. Não. Fiquei emocionada, chateada, compartilhei sentimentos com eles desde alegria à tristeza, mas não chorei.
     Acho que sou mais fácil de chorar com outro tipo de literatura.

     Mas, A culpa das estrelas é um livro digno para muitas pessoas lerem, desde adolescentes a adultos. É uma narrativa que faz todo mundo repensar a própria vida e o valor que se dá a ela e as pessoas ao redor.
     Porque o futuro, realmente, não é tão importante assim.

23 de março de 2015

Resenha: A menina que navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez)

Setembro é a criança mais corajosa que eu já pude conhecer. Acho que ela não deveria se chamar Setembro e sim, Valente. Ou até poderia ser Setembro, mas, Setembro Valente.

O livro é repleto de aventuras e seres fantásticos, o que só acrescenta entusiasmo para a história. Ela fica cada vez mais empolgante ao passo que os capítulos vão construindo todo o Universo do livro. Não há um só capítulo parado.

Eu fiquei deslumbrada com tamanha desenvoltura e criatividade de Catherynne. Ela sabe bem como impressionar um leitor.

A curiosidade e o coração quente de Setembro é o que a leva conhecer tão bem o Reino Encantado. Ela poderia, simplesmente, ter sido uma criança que chega aquele mundo animada para conhecer tantas coisas novas, mas na primeira aparição de um dragão alado, ter saído correndo, chorando, gritando aos pais à noite que teve um terrível pesadelo. Como ela poderia ter ido perguntar qual era o nome daquele ser com uma corrente em volta das asas que não o permitia voar.
Ela escolheu perguntar.

Trata-se de uma história só infanto? Acho que não, trata-se de infanto-juvenil-adulto.

Certamente o mesmo público que se admira com Alice no país das Maravilhas, vai gostar de A Menina que Navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez).
Temos, nesse livro, uma história de aventura rica em cenários e personagens notáveis, digna de um belo filme. Diferente das animações que temos hoje, onde existe um enredo simples, sem muita desenvoltura com personagens bonitinhos que viram pelúcias em questão de dias. Mas, sem muita originalidade e roteiro.

A Menina que Navegou ao Reino Encantado é fascinante em enredo, criação, evolução e término.


Amei esse livro, fiquei encantada!

19 de março de 2015

Stephenie Meyer

Stephenie
A Stephenie já não é autora de muitos, muitos livros como a Cassandra Clare que tem, pelo menos, 10 livros lançados no currículo. Mas, não estou aqui para comparações, pois uma não é digna de comparação, bem como a outra.

A Stephenie tem 8 livros lançados, +1 que ela é co-autora (Formaturas Infernais) e mais um outro incompleto, chamado de Midnight Sun.

A ideia de se criar a história do livro Crepúsculo se deu em 2003, quando ela sonhou com uma menina conversando com um vampiro que estava apaixonado por ela. Dai então, Stephenie desenvolveu em três meses toda a história que conhecemos.

Acredito que o signo que influencia Stephenie - Capricórnio - faz dela uma pessoa mais reservada e discreta em suas aparições. A única vez que veio ao Brasil, foi para as gravações de Amanhecer parte I. Atualmente ela vive em Cave Creek, no Arizona, com seu marido e três filhos e possui uma produtora que, recentemente, lançou o filme Austenland (o livro já está traduzido para o Brasil).


Acredito que ela não tem pretensão de continuar escrevendo sobre a saga Crepúsculo, vampiros e similares, pois há um tempinho atrás vi uma entrevista dela, dizendo-se fascinada pelo Medieval e Terra Média. E que, provavelmente, poderia escrever alguma coisa relacionada.

Ela gosta muito da literatura fantástica e os poderes que os seres mitológicos possuem, quais trazem grande essência para uma narrativa.

Minhas percepções:


Quais livros li: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, A breve segunda vida de Bree Tanner e Amanhecer.


O que tenho para falar:


Lembro que quando a febre do Crepúsculo aconteceu, eu estava bem away de tudo e pouco estava sabendo sobre. Eu também não tinha uma biblioteca enorme no meu quarto nem acompanhava lançamento de livros pelas editoras.

Fui saber sobre Crepúsculo quando veio o lançamento do filme e estava todo mundo falando. E devo dizer que só vi o filme bem depois do lançamento, quando estava à toa com meus amigos no shopping e decidimos assistir um filme. Não tinha nenhum filme interessante e acabei falando para eles: vamos assistir esse Crepúsculo aí!? 

Quando o filme acabou, o meu amigo olhou para mim e disse: - mas, você já sabia de toda a história né? Em que parte você está do livro?

Eu não ia decepcioná-lo, dizendo que nem fazia ideia da história e que muito menos tinha o livro. Disse que sim e que já estava acabando.

Mas, o filme não me convenceu a ler o livro. 


Lembro que era época do Orkut ainda e não havia uma página de menina que eu entrava que não tinha como apresentação uma frase do livro. E eu tinha uma amiga que estava doente pelo livro/filme, ela só postava Crepúsculo. Pedi para ela uma indicação para saber se era bom mesmo (perguntei logo para quem?). Ela disse que eu tinha que comprar, sem sombra de dúvidas, era uma história maravilhosa e bla bla blá.


Decidi. Comprei.


Peguei o livro para ler e pensei: vou ler umas 100 páginas, se for ruim, devolvo.

Quando dei por mim, estava na página 220. 

Acabei ficando doente pela série igual a minha amiga. rs 


A Stephenie surgiu assim na minha vida e foi a partir de Crepúsculo que me aprofundei no hábito de leitura. Comecei a ler muitos livros, pois imaginava que muitos escritores da atualidade poderiam desenvolver uma bela escrita igual Stephenie.

Me decepcionei no meio do caminho, mas não desisti.
Não tenho dúvida que a Stephenie escreve muito bem. Ela tem uma narrativa que flui e se desenvolve de um jeito que você perde a hora lendo, porque quer saber sempre o que vai acontecer depois. Além do romance que faz qualquer menina morrer de amores pelo Edward e os outros personagens. Sua escrita convence.
É uma pena que ela não queira escrever mais sobre a literatura sobre vampiros e esteja fugindo de qualquer ideia que remete a isso. Me decepciona saber que ela não terminou e nem pensa em terminar Midnight Sun e que, vez e outra, ela solta na mídia que gostaria de matar todos os personagens de Crepúsculo.
Um fã da série ouvir isso, é de se partir o coração.

Decidi dar um tempo para ela e não ir atrás mais de notícias para saber se será lançado Midnight Sun, se um livro com uma história paralela sobre o Jacob e Renesmee podem vir por aí (bem como aconteceu com Bree Tanner) ou outra coisa.


Li a série Crepúsculo 3 vezes e agora também estou dando um tempo, procurando outros escritores atuais que escrevam tão bem quanto ela.

Resenha: O mundo explicado por T. S. Spivet

Não vou começar pela parte ruim, vou começar pela parte boa para dar aquele entusiasmo.

É escrito em primeira pessoa, aos olhos do Spivet, mas não se trata de uma escrita comum. Ele é um pequeno gênio, uma criança superdotada que nos conta a história de maneira incrível. Acho que sou suspeita para falar, pois adoro esse tipo de literatura.
Spivet nos fornece informações sobre sua vida e sua família de maneira gradativa, com conta gotas e aos poucos vamos descobrindo sobre sua mãe e seu irmão (um dos personagens coadjuvantes mais participativos da vida dele) e isso é muito bom, pois não é enfadonho nem chato.
O desenrolar da história parece que ela vai mudando de perspectiva e me dou conta que, por mais que Spivet seja uma criança prodígio, ele não deixa de ser uma criança com imaginação fértil, medos genuínos e atitudes próprias para um garoto de 13 anos. Ele não é adulto, apenas uma criança prodígio.
E ele, como uma criança ainda, passa por muitas situações inesperadas e valiosas que o fazem aumentar sua perspectiva sobre o mundo e sobre o que fazer quando se é surpreendido. Com certeza, ele aprendeu muito em sua viagem.

Geralmente, não gosto de capítulos longos, pois, acabam sendo cansativos e são pouco entusiásticos para a quantidade de folhas fornecidas. Mas, essa narrativa me fez pouco ligar para a quantidade de páginas por capítulo. Eu lia, lia, lia.

Agora a parte ruim:
Infelizmente o livro tem sua parte ruim que é a formatação da letra. Muitas vezes achei necessário usar uma lupa para ler o que estava escrito sem forçar tanto a vista. Fato é que sempre o li durante o dia, para não ficar cega. 
Abri reclamação por email para a Editora, mas acredito que meu email se perdeu no meio da caixa de correio do Responsável que ignora esse tipo de comentário.

Fora isso, não tenho crítica nenhuma para fazer ao Reif Larsen. Ele realmente domina uma forma de narrativa que não deixa por merecer em nenhum instante. A história é muito bem contada.

Como disse, não ganha 5 estrelas pelo tamanho da fonte, mas a história é digna de 5 estrelas.

Resenha: Coraline

Coraline é um livro infanto-juvenil muito bem escrito e com um cenário ótimo.
Eu adoraria ter na minha casa uma porta misteriosa que me transportasse para outra realidade, seria incrível - pra falar o mínimo.
Notei que Coraline parece uma adulta que quer acabar logo com toda a fantasia. Eu, no lugar dela, ia demorar para desgostar disso. rs
Além disso, a história possui como personagem um gato (UM GAAATO!), adoro gatos como personagens. Eles geralmente são lindos e espertos e eu, a grande suspeita para resenhar.

Gostaria que Gaiman se aprofundasse mais na história e me trouxesse mais detalhes desse mundo paralelo de fantasia que ele criou, com algumas aventuras e curiosidades de uma nova realidade.


Adorei!

Resenha: O conto do covarde

É uma história triste, tipo o drama da cidade no País de Gales em torno de uma mina chamada Gentil Clara.
Quem nos conta a história de cada personagem é o "Covarde" ou Ianto "Passchendaele" Jenkins. Ponho "Passchendaele", porque, pelo que entendi, esse foi um nome dado a ele pela cidade. E não se trata de um bom nome.
Chega a dar dó, pois ele se culpa de algo que não tem culpa, tipo é surreal pensar que existe culpa, onde ele acha que tem. Não faz sentido.
O menino o qual sempre está presente para ouvir as historias que ele conta, é chamado de Bigato, pois sua semelhança com o verdadeiro irmão é muito próximo. Então, vez e outra, Laddy Merridew é chamado de Bigato.
Toda a cidade possui sua historia na Gentil Clara e são as curiosidades de cada personagem que traz a tona o personagem Ianto, qual nos conta porque cada um se tornou da forma com o que o vemos.
É triste e curioso.
Mas, a história não é narrada em primeira pessoa e sim em terceira. Tudo que vemos é através do escritor onisciente que nos conta outros fatos, de maneira narrativa.


Não posso dizer que Vanessa escreve mal, por isso dou-lhe 4 estrelas. Não posso dar 5, pois é difícil dar 5 estrelas para um história que me deixou triste.

Triste.

Resenha: A velhice do gato Polar Bear

Infelizmente, Cleveland não sabe escrever um biografia sobre seu gato. Eu li amarrada esse livro, chegava momentos que eu simplesmente lia batendo os olhos nas páginas, sem me interessar ou me deliciar em nada pelo que estava lendo.
Cleveland biografa sobre ele mesmo e Polar Bear é o personagem coadjuvante nesse livro, o que é realmente uma pena, pois acredito que ele poderia ter dividido conosco (leitores) muitas coisas que Polar Bear fazia. Não, o que ele (Cleveland) fazia, pensava, agia e como dividia isso com Polar Bear. Em algumas partes da leitura não gostei nem um pouco como ele tratou Polar, ou destratou.
Quando leio livros sobre gatos, leio na maior empolgação de saber muitas coisas sobre ele e como vou me emocionar e rir com isso, mas, com Cleveland se tornou uma leitura monótona, árdua e que gastei muito de meu tempo para terminar.
Cleveland tem lá seu lado em prol dos animais e até onde ele pode chegar para resgatar um animal, qualquer que seja esse bicho - digo isso porque ele não se limita a salvar gatos ou cachorros. Até aí tudo bem, afinal, tem a ver com animais. Agora, falar sobre ele, não. Isso é muito chato.
Não posso dar muitas estrelas, pois esse livro me chateou bastante. Na verdade, não daria nenhuma estrela a biografia de Polar Bear, pois, afinal, não é de Polar que o livro trata - e sim, de Cleveland. E, para essa biografia dele, eu dou 2 estrelas em consideração a Polar Bear.


Acredito estar de bom tamanho.

Bem regular.

Resenha: O gato que veio para o Natal

No começo me simpatizei muito com Cleveland, por ser sozinho, cuidar da causa animal e sair numa noite de inverno atrás de um gato difícil de ser pego.
Mas, com o passar da leitura notei que ele é ligeiramente convencido e incrivelmente temperamental, ou com um gênio de se dar trabalho - talvez, seja por isso que estivesse divorciado.
Esse foi o primeiro livro que li que trata de um dono com uma personalidade tão singular, geralmente eles são simpáticos ou despreocupados até encontrar alguém (um gato/cachorro) que precisam se responsabilizar. Cleveland, não.
Não digo que ele é um monstro e trata mal Polar Bear, mas digo que, se eu fosse uma gata, não gostaria de tê-lo como dono.
Ele narra também o sofrimento que os gatos passaram ao longo do século, afinal, ele é um ativista na causa animal. Logo, ele não pode deixar de transmitir para o leitor o horror e o drama que muitos bichinhos já passaram e passam por ai.
Eu fiquei chocada.


Polar Bear pode ganhar nesse livro o Oscar de melhor personagem-biografia coadjuvante.

Resenha: O reino de Deus está em vós

Tolstoi elucida com perfeição que o militarismo, a submissão da Igreja ao poder dos homens e do Estado não estão de acordo com o que Jesus pregou há tanto tempo atrás.
Nada do que ele informa está errado, é imaginativo ou subjetivo. Pelo contrário, é real e nós vemos tudo o que ele diz até hoje. O que ele viu, nós continuamos vendo. Chega a doer.
A única coisa que não vemos mais é um pobre coitado, lutando apenas pelo seu alimento e por suas terras, ser chicoteado pelos homens do Estado através dos militares. É triste. Mas, todo o resto ainda continuamos vendo.
Eu não sei como anda aos sacerdotes da Igreja ou de qualquer religião que seja a respeito do serviço militar e de como isso contradiz as leis de Deus. Acredito que eles deixaram de se manifestar e tomaram seu próprio lado sobre isso.
Eu apenas sei que as coisas se repetem e tudo que aconteceu de ruim, ainda acontece. Toda a exploração e a vilania do poder.
Eu desejaria do fundo de minha alma, bem como Tolstoi desejou também, que a cena do conto A nova roupa do imperador se repetisse entre nós e os hipnotizados, acordassem do transe e voltassem para a realidade. E que os hipnotistas não tivessem mais a quem hipnotizar.

"Vejam! O imperador está nu!"


"Vejam! Eles estão nos oprimindo e nos explorando!"

Resenha: O natal de Poirot

Esse livro é o primeiro livro de suspense/policial que li. Procurei muitas resenhas sobre ele e todas eram satisfatórias e com pouca ou quase nada de reclamações.

Como é um suspense/policial de época, escrita por alguém de época, tudo é muito enredado nos costumes e nas convenções. Agatha Christie faz muito a gente perceber como os detetives e as pessoas se comportam frente a educação, modos e maneiras de falar, se expressar e se vestir. Tudo é muito formal.

Em contrapartida, a forma como ela narra a história me fez perceber como chega a ser pouco engenhoso e muito mais cândido. Dá para perceber que o mistério não é muito rebuscado ou cheio de controvérsias. Ele é um simples mistério, se é que me entende.

O que me incomodou durante a leitura, a escritora me levar a crer que podia ser alguém próximo, quando no final, é outra pessoa que se tem 5 ou 6 falas durante o livro inteiro é muito.
Penso eu que esse tipo de mistério e narrativa, ela deve fazer em todos os seus outros livros, então fiquei muito na dúvida de comprar ou não outro livro dela. Acabei perguntando para o meu namorado e ele me confirmou que é assim mesmo: ela norteia determinados personagens durante a narrativa levando a crer que é um deles e, no final, não é nenhum deles; na verdade, é um personagem que nem se levanta suspeita.

Não posso dizer que Agatha escreve mal ou que a história é enfadonha. Ela escreve bem e suas histórias são bem escritas. Não posso também culpá-la pela ingenuidade da época, dado que hoje temos suspenses muito mais elaborados e enredados. Cada época em seu devido tempo. Se Agatha vivesse hoje e escrevesse romances assim, dai poderia julgá-la muito ingênua, mas, na época em que viveu, Agatha está muito bem enquadrada e desenvolvida.


Ela é uma ótima escritora. =)

Resenha: Kachtanka

A história é simples e bem feita. A escrita é bela e perfeita.
Como posso dizer algo contrário em se tratando de Tchekhov!?
As ilustrações são incríveis e muito bem desenhadas. Eu fiquei realmente impressionada com tamanha apresentação em cada gravura. Parece real, como se eu pudesse tocar e sentir verdadeiramente os personagens. É a primeira ilustração que me chama tão a atenção assim.


Sem palavras. Lindo!

Resenha: Simplesmente acontece

Chegou num ponto que quase joguei o livro pela janela ou estava prestes a disponibilizá-lo para troca.
448 páginas? Beleza. Senhor dos anéis tem por volta de 1000 páginas e todo mundo que lê, devora. Mas, desenvolva muito bem a história para 448 páginas valerem a pena.
O livro valeu a pena, não posso dizer que não, que foi uma droga e vou trocá-lo. Ele ganhou seu lugar na minha estante. =) Só queria que tivessem mais acontecimentos para se prolongar tanto uma história. Acho que um livro de 350 com um bom prólogo (esse prólogo eu nem gostei. Na vdd, nem gosto de prólogos) estavam de bom tamanho para essa história bem como seu desenrolar.
Prólogo para mim, significa: tudo que a gente esperou o tempo todo no livro e o autor o resumiu em belas 2 páginas. Tipo: Aaaah, que droga!
Essa é uma resenha bem diferente do meu usual, mas isso é tudo que tenho pensado sobre o que li.
Eu já li 2 livros da Cecelia e parece que ela segue bem o mesmo ritmo do que escreve e tem uns pontos que observei ser semelhantes nas duas leituras.
Enfim, gostei do livro. Mas, se alguém quer alguma coisa mais romântica parecido com a capa do livro, não sei se recomendaria. Para quem entra de cabeça e não tem muitas pretensões com o que vai ler e como vai ser, ai sim, recomendo.
=)

Longa leitura, mas boa.

Resenha: O diabo

Quem é o diabo? Qual a função dele na história?
Na história da humanidade, o diabo nada mais é que a fraqueza da pessoa, onde ela não aguenta mais e chega ao limite, o caminho mais fácil, as facilidades sem esforço. 
Diabo é a tentação para os seres humanos e, nessa história, vemos o que ele significa para o personagem, como eles se desenvolvem e quais são os resultados disso.

Mesmo com poucas páginas, Tolstoi consegue desenvolver uma bela e digna escrita, qual é tão difícil vermos atualmente - entre tantos autores que se lançam por aí.

Quando estou farda de leituras simples e sem grandes impressões, volto para os clássicos, para os senhores de histórias. E me impressiono novamente.

Resenha: Mistério de Natal

Posso falar que gostei de lê-lo, porque gosto de Jostein Gaarder. Mas, devo adiantar que a narrativa é devagar, sem grandes emoções e, às vezes, dá sono (rs).
Eu li muitas resenhas boas e favoráveis, mas independente delas, eu leria Mistério de Natal. Acho apenas que não vou ler de novo.
Fiquei um pouco em dúvida sobre o final, mas acho que até o Jostein deixou dois finais que a pessoa possa escolher e acreditar.

Gostei...

Resenha: Um hino de Natal

Sinceramente, eu adoro o Natal. Acho que não tenho outras palavras para descrever como o mês de Dezembro é especial para mim.
Enchi minhas sacolas de compra pela internet com alguns livros de Natal e decidi lê-los, pelo menos, até o fim do mês de Dezembro.
Quase consegui..rsrs
Já é o segundo ou terceiro livro que leio de Charles Dickens que me encanto. Adorei!
É uma ótima leitura. Sempre faz a gente repensar nos nossos atos e acrescentar mais amor em nossas atitudes.
Troquei meu status aqui no Skoob por uma frase que li nesse livro, pois percebi como é uma frase de efeito tanto para mim quanto para as pessoas que sentem vergonha de mudar um pouco sua atitude.

Vale a pena a leitura!

"Alguns riram da mudança operada nele, mas ele os deixou rir e não se incomodou. Scrooge era bastante inteligente para compreender que nada de bom se passa em nosso planeta que não comece por provocar a hilariedade de certas pessoas."
Charles Dickens

Muito bom!

Resenha: O presente do meu grande amor


Adoro o Natal e sou suspeita para falar de um livro que reúne 11 histórias sobre o Natal.
Sim, são 11 histórias, porque tem uma que se passa em Novembro e pula para o Ano Novo (não entendi a ideia disso - um trecho e outro citava o Natal e soh).
Mas, de modo geral, adorei todas as histórias. Com certeza gostei mais de algumas do que de outras, mas todas levavam o espírito natalino e como as pessoas gostavam dele de alguma maneira. É radiante compartilhar seu gosto com 11 personagens de um livro. rs rs

Gostei!

Resenha: O expresso polar

Ele tem uma história básica, bem curto em relação ao filme. Mas, pela primeira vez, achei o livro e o filme lindos. Todo o Natal, eu assisto O expresso polar, e apenas esse ano descobri que havia um livro.
O livro dá o enredo ao filme que se desenvolve de maneira muito boa. É como se contasse partes não contadas. Invadisse mais a história do livro.

A história do livro mostra de como é preciso acreditar no Natal e no sentimento que ele transmite aos olhos de uma criança.

Simples, mas muito lindo!

Resenha: O mundo pelos olhos de Bob

Adorei o livro e toda a história. O Bobmóvel e o Doutor Bob.
É uma história tocante que, para quem gosta de gatos, se torna favorita.


Não tenho muitas palavras para descrever como gostei desse livro. Se eu achei lindo, tocante e os meus olhos se encheram de lágrimas toda vez, foi só consequência.

Resenha: Um gato de rua chamado Bob

Eu realmente sou uma manteiga derretida com histórias de animais. Mas, a diferença entre Bob e os outros livros de bichos que já li, é que o Bob tem uma história de superação.
James não sabe o que aconteceu com Bob até ele chegar no capacho do seu apartamento. Ele só sabe que o Bob não perdeu sua sensibilidade com o mundo, mesmo estando abandonado e machucado, com uma fome de apertar o estômago. Ele gostou de James desde a primeira vez que o viu e depositou sua confiança nele.
Quanta coisa esses dois já passaram e ainda passam, a descrença de algumas pessoas e a generosidade de outras é o que James e Bob encontram todos os dias. Existe até um Bobmóvel. Mas, essa parte eu deixo para quem irá ler o livro.
Bob é lindo, um excesso de fofura alaranjado que faz derreter qualquer boa alma e James foi a primeira boa alma que o tomou para si. Um precisa do outro e ambos se ajudam e se amam como se não houvesse mais nada no mundo que fosse mais importante.

Quantas vezes tive que olhar para o teto ou pensar em algo aleatório enquanto lia esse livro, para não cair em prantos e soluçar com essa história comovente.
Enquanto escrevo essa resenha, meus olhos querem, novamente, se emocionar por lembrar.

Certamente comprarei minhas passagens para Londres e verei Bob pessoalmente!

Lindo!

Resenha: Eu poderia fazer xixi aqui


As fotos presentes no livro são tão fofinhas que quem lê, se derrete e os textos são engraçados. Acho que só um eu fiquei sem entender direito.
Mas, de resto, quem tem gato vai dar risada dos poeminhas escritos.

Fofinho! Adorei!
**Ganha 5 estrelas porque adoro gato e achei linguagem simples, mas engraçada.

Resenha: O maravilhoso agora

Enquanto eu lia o livro eu pensava: ele parece legal, mas tem uma mente de um perfeito moleque que quer aproveitar a vida e encher a cara. Mas, ao passo que a leitura ia, eu via que não era bem isso. Porque ele está no fim do colegial junto com seus amigos que começam a planejar faculdade, emprego, mudar de casa. Só que ele não.
Ele conhece Aimee e a historia começa a mudar e eu pensava: agora ele vai mudar, acho que ele gosta dela. Mas, ao passo que ele vai narrando eu começo a ficar na dúvida se sim ou se nao.
Ela é doida por ele.
E, no resumo de tudo, pensei: "acorda menino, não se vive assim para sempre.". E, então, me veio a conclusão de que ele foge do conceito do que a sociedade e o capital nos impoe: de que temos que pensar no futuro para construir nossas vidas, pois não dá só para curtir. Todo mundo entra nessa vibe, porque já está pré-definido tudo.
Mas, ele não quer saber disso.
E eu vejo que preciso olhá-lo pelo ângulo que ele não quer saber do que a sociedade impõe, que o futuro está muito longe e o amanhã então, nem se fala. Ele não se atém a problema. Ele pensa em fazer o bem aos outros, porque isso lhe faz bem. E isso o mantém. Se a vida dele tá bem? Às vezes, sim, às vezes, não. Ele só tem um calcanhar de Aquiles.
Se ele gosta de viver assim, então que assim seja sabe? Não imponho o que a sociedade pede, que viver sem dinheiro não dá.
Preciso vê-lo de um modo contrário e aceitar a diferença de que ele é assim e está feliz assim.
Fim

Não sei definir se gostei ou não.

Resenha: Princesa Mecânica

Pode conter spoiler, por mais que eu me esforce!

Devo dizer que quando terminei Príncipe Mecânico, corri para ler Princesa Mecânica, porque imaginei que ia seguir um ritmo bom e emocionante como foi no 2º. Me frustrei um pouco, até o capítulo 19, 20, nada acontecia e eu já estava chateada. Porque no segundo, praticamente tudo gira em torno de Jem e Tessa e a história é super legal.
Já no 3º livro, fica menos com Jem e mais com Will, só que o ritmo da historia é meio enfadonho e não dá aquela emoção que senti no 2º livro. Fiquei com dó de Will, penso que ele merecia mais, pois ele é um personagem muito mais singular que Jem. Tipo, muito mais.
Jem é o tipo de personagem que se escreve num romance de época vivenciada. Will é o personagem que se escreve num romance de época, mas bem mais interessante, engraçado e apaixonante. Tipo, você cai de amores por Jem, mas quer se atracar com Will. Acho que isso evidencia a diferença entre os dois.
Não mereceu 5 estrelas pelos 18, 19 capítulos que não rolaram grandes coisas e desmereceram um pouco Will e toda sua característica.

=)

Resenha: Príncipe Mecânico

Enquanto que em Instrumentos Mortais, A Cassie parece criar um problema sem sentido para continuar a série depois do 3° livro. Peças Infernais não peca nem um pouco nisso.
Para a Cassie, Instrumentos Mortais era para ter 3 livros, mas os fãs insistiram numa sequencia e ela escreveu até o 6°. Eu senti que a história da Clare podia muito bem acabar elegantemente no 3° livro. 6 livros eu terminei quase me arrastando. Enquanto que em Peças Infernais, eu quero devorar um livro inteiro em um dia. Príncipe Mecânico tem ótimas cenas, enredos e personagens. Mesmo numa época vitoriana, onde as mulheres tinham uma educação mais pudica sobre como se relacionar com homens, educação e comportamento - a Tessa, personagem principal, sempre se duela com ela mesma entre as próprias vontades e o que a educação manda e acaba indo sempre pelas próprias vontades e quando busca referencias na família para explicar a boa educação que uma menina deve ter, encontra nelas referencias de que nem mesmo a sua tia Harriet tinha direito de questioná-la por suas decisões.


Melhor que Instrumentos Mortais

Resenha: Anjo Mecânico

Acho que eu já estou saturada de Cassandra Clare e devo estar lendo a série das Peças Infernais mais por obrigação do que por gosto. Pode-se até desconsiderar tudo que eu disser sobre esse livro até então, pois eu não vejo a hora de poder acabar logo para ter liberdade de escolher outro livro para ler ou outra série.
Eu comprei essa serie porque todas as resenhas que li a respeito diziam que, mesmo quem não gostasse de Cidade dos Ossos, gostaria de Peças Infernais. Eu já li os 6 livros e eles me saturaram, porque eu vi que a Cass criou novas perspectivas para continuar a série, dado que para ela, a serie teria apenas 3 livros. Podia ter sido apenas 3 livros e, provavelmente, eu não me sentiria saturada. Talvez, se eu tivesse começado com Peças infernais não estaria saturada da Cassie.
Voltando... o livro Anjo Mecânico é o primeiro de 3 livros que Cassie escreveu sobre os Caçadores de Sombra e se passa na época Vitoriana. A personagem principal é a Tessa e tudo gira em volta do que acontece com ela, com seu irmão Nate e os Caçadores de sombras envolvidos, como Will, Jem, Charlotte, Henry e outros.
A historia gira em torno de um suspense, pois logo no início da história Tessa é enganada por duas mulheres que se dizem amigas de confiança de Nate e sequestram Tessa para aproveitar-se de seu poder enquanto usam o artifício de estarem com Nate para conseguir o que desejam de Tessa. Porém, ao passo que a historia vai passando, Tessa descobre que não é apenas isso e é quando os Caçadores de Sombra se envolvem na vida dela. E é a partir dai que começa o desenrolar da historia.
Cassie podia apenas fazer uma história de suspense em que os personagens não se envolvessem. Isso seria legal, pois teríamos um novo seguimento de leitura de Cassie. Tipo, numa serie poderíamos ler um romance (Instrumentos Mortais) e em outra série, suspense. Acho que seria muito mais legal.
Estou em praticamente 70% do livro e já descobri o que vai rolar e como tudo vai ser. Isso é pouco instigante.
Não posso desmerecer como Cassie escreve bem e desenvolve a historia. Sua narrativa é feita de detalhes do ambiente e dos personagens, ou seja, tudo se constroi em nossa lente enquanto lemos. Isso é legal.
Apenas acho que o fato dela ser uma ótima escritora, não podia se limitar apenas a escrever romances e romances. Ela tem boas perspectivas para desenvolver um bom suspense nesse "mundo" que ela criou.

Resenha: Battle Royale

Ratátá.

Inacreditável como o escritor é capaz de escrever tão bem uma história. Posso colocar Battle Royale no meu top 5 de melhores livros do ano (mesmo que o ano não tenha acabado) e no top 5 de todos os melhores livros que já li até então. Eu gosto de diversos tipos de leitura ou apenas gosto de lê-las para ter minha opinião e saber se o que as outras pessoas dizem tem razão ou não.
Eu sou um pouco medrosa e passo longe de livros sobre a ditadura, mas meu sangue congela quando se trata de Guerra! Já li resenhas dizendo que a pessoa estava adorando o livro, mas tinha pesadelos quase todos os dias com o livro. O que eu pensei que podia acontecer comigo. Mas, até hoje só dormi bem.
Battle Royale cria uma atmosfera que adentra o leitor no ambiente, na historia, com os personagens, é como se eu estivesse lá com eles, me escondendo para não ser o alvo o tempo todo.
Tirando alguns pontos que eu acredito que sejam fora da realidade natural das coisas, não tenho nada, absolutamente nada que criticar mal o livro.
Koushun Takami tornou-se meu escritor favorito, uma pena apenas ele não ter escrito mais nada.

Sempre pense nisso: guerra é guerra! Não dê bandeira, não se deixe enganar, o seu oponente é seu oponente antes mesmo de ser seu amigo.


Leiam Battle Royale!

Resenha: As vantagens de ser invisível

O escritor, próprio Charlie e suas cartas, aborda o que acontece em sua vida e o que acha mais importante. Alguns outros fatos ele esconde e não fornece muitos detalhes, pois ele não quer ser identificado pelo destinatário.
Particularmente, eu gostei do livro, o que não gostei e me assustei foi como o filme foi feito. O filme é muito bonitinho e ingênuo, gracioso. Entretanto, não mostra verdadeiramente o livro em suas particularidades, o que é frustrante, pois o livro é sempre melhor que o livro, por conter mais enredo e detalhes. Dessa vez fiquei frustada. 


Espero que todos leiam e tenham sua própria opinião.

Resenha: livro Brilhante

Eu sou praticamente fascinada por livros sobre gênios e esse livro tem suas particularidades, suas incríveis conquistas, os altos e baixos que um gênio pode passar, como aconteceu com Einstein, Hawking, Newton. Não dá para entender como isso pode acontecer.
Seria normal para pessoas normais né?! Mas, para alguém que nasceu com um dom admirável de saber praticamente tudo sem despender muito esforço para isso...não dá para imaginar.

Para quem gosta de se admirar com pessoas assim, de ler a respeito delas e o que elas são capazes de fazer, alcançar e resolver - não existe livro melhor. O garoto é tão fenomenal que chega a dar arrepios em algumas passagens do livro.

                                                                                              Vale a pena! Sem dúvida.