Casa de pensão me lembra, como lembra a todos, O
cortiço - só que num nível melhor, pessoas de classe média com algum tipo de
educação. Abordando de modo Naturalista/Realista as relações entre eles e
Amâncio, um jovem rico vindo do Maranhão com muita curiosidade sobre a corte
do Rio de Janeiro. A ideia de sua vinda para a
cidade, dava-se para a sua formação de estudos e um belo título, pelo qual
gostaria de gozar.
Mas, no fundo, nenhuma das disciplinas oferecidas na época
lhe surtiam interesse. Amâncio não se achava apto para nenhuma delas, porém,
não gostaria de ficar sem o título que lhe soava muito digno e interessante.
Durante o decorrer dos fatos, a história mostra que Amâncio
era um jovem que gostaria de desfrutar dos prazeres da Corte, das belezas das
mulheres e de tudo que seu dinheiro pudesse alcançar. Mas, pobre! Não tinha
amigos nem contatos que lhe instruíssem no meio.
Acabou por ficar na casa de um senhor que, na sua postura de
senhor, tinha os costumes tradicionais, fechados e cheio de cerimônias, o que
não favorecia a curiosidade de Amâncio sobre a cidade.
E, como era um menino ingênuo, deixava-se levar por amizades
sem nenhuma credibilidade e não percebia que eram apenas aproveitadores que viam nele um pote de ouro que não podia ser perdido.
Apesar de Amâncio ser um jovem no ápice de sua puberdade
ainda e não saber usar muito bem a razão, voltando-se apenas para seus desejos
carnais, eu senti dó dele. Pois, era um menino ingênuo, sem muita malícia e
esperteza. Sabia se livrar de algumas jogatinas, mas de um todo não percebia o
furacão que se formava bem frente aos seus olhos.
Ele acabou sofrendo, pois não tinha instrução nem bons
amigos que lhe ajudassem.
Há certas passagens que eu não entendi muito bem a
"ajuda" de seus amigos quando eles lhe abriam os olhos, o que me
ficou confuso. Mas, num todo, pode se ver que ele foi uma vítima de suas próprias fragilidades e da sociedade
da época.
Gosto muito de Aluísio por isso, ele descreve as histórias
de modo que conhecemos seus verdadeiros interesses e naturezas. Parece sempre
narrar histórias de pessoas ruins da sociedade e como seus atos prejudicam suas relações e seu meio. Além disso, podemos conceber num todo o que se passa no íntimo de cada um, em virtude da história ser narrada em terceira pessoa com Aluísio tornando-se onisciente dos personagens principais.
Recomendo a todos que gostam de Realismo/Naturalismo.

